![]() |
||||||||||
|
||||||||||
|
Todo ser humano, tem que ter suas necessidades atendidas para poder realizar algo maior. Vivemos um período quase de pré-recessão. Todos lutam por uma sobrevivência profissional, social e econômica que há muito tempo não ocorria na realidade brasileira. As pessoas disputam um lugar ao sol, de forma diferente de até então. Poderemos analisar Ética a partir da primeira necessidade do ser humano, básica para a sobrevivência e que nunca estará completamente satisfeita, que visa suprir fome, sede e sono. Além de estar intrínseco é também estimulado pelo marketing do consumo. Beba isto, coma aquilo, que muitas vezes já não está mais ao alcance de muitos, com a mesma facilidade que ocorria anteriormente. Isto traz conflitos internos e sensação de menos valia. Em seguida vem a necessidade de conforto, de ter casa e de se vestir bem. Junto a isto, estão também as necessidades psíquicas, tais como o temor do desconhecido, do novo, do não familiar, das mudanças que estão ameaçando a todos, a instabilidade econômica, o medo do futuro. Além das despesas para comer, vestir e morar, temos preocupação com planos de saúde, aposentadoria, com a manutenção do próprio trabalho e, principalmente, o medo de se expressar, protestar, reivindicar. O médico veterinário
tem uma profissão que não atende Queremos pertencer, ter relações afetivas de maior duração com familiares, amigos, parentes e num refinamento maior, com nossos animais de estimação. Para este estágio de desenvolvimento humano, ter geladeira cheia, caderneta de poupança charme sexual para atrair parceiros é muito importante. Alimentar o animal, levá-lo ao veterinário, comparação, aplicar vacina, também faz parte deste momento. É neste estágio que o veterinário faz a sua clientela . Só que não tem a certeza da permanência e continuidade deste cliente porque dependerá da condição financeira, estabilidade de emprego e até uma sobra de caixa. O veterinário tem a sua garantia de sobrevivência nas mãos de um cliente que está tão inseguro quanto ele. Esta é a diferença que a sociedade está vivendo agora . É uma insegurança em cascata. Será que o veterinário, hoje, pode deixar de recorrer a todas as maneiras de atrair possibilidades de sobreviver economicamente, através d lojas tipo pet-shop? Falar de Ética clássica, aprendida nos bancos acadêmicos, diante de pressões econômicas excepcionais, merece mais ponderação. Ética precisa estar mais ligada à atitude do que nas atividades profissionais de veterinário ou comerciante e pet shop. Hoje não se concebe mais uma clínica sem estar associada a um pet shop. Além de ser um reforço financeiro, mantém seu cliente no mesmo espaço físico. Isto gera uma certa rotina, acomodação e facilidade ao cliente. Mas vamos além
nas questões da necessidades de cada um. Um universitário, nogeral
chegou a obter tal formação acadêmica, por estar inserido
num contexto sócio-econômico mais privilegiado. Na sociedade
brasileira isto é regra com poucas exceções. Daí
o desejo de status, próprio de classe que já Poucos conseguem atingir o momento maior de atendimento às próprias necessidades que é o da realização pessoal, talvez a própria Ética. É o momento individual em que o sujeito pode amar sem interferir no outro. Pode ser curioso, alegre, otimista, inovador, ousado, humilde, justo tranqüilo e principalmente com um verdade intrínseca inabalável. Isto não quer dizer que podemos corromper as leis básicas de qualquer profissão. A luta é pelo original, pelo diferenciado, não por uma concorrência baseada em abaixar preços, e muitas vezes atacar e denegrir colegas, sem no entanto conhecê-la. As pessoas hoje têm mais requinte da situação. Num primeiro momento, parece que se deixou levar pelas aparências, mas num posicionamento futuro, elas afastam-se das falsa situações. Gera-se desespero e na maioria das vezes para manter a situação anterior, corrompe-se. Quebra-se a Ética e se valores morais internos. Este é o perigo. Somente uma formação moral forte, concreta, pode manter o indivíduo em equilíbrio; no geral estamos dentro desta guerra. por Dr. Fernando Cezar Patitucci |
||||||||||
|
||||||||||