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Todos
os problemas
de pele, encontrados
cotidianamente
em nossos consultórios,
tornan-se na
maior parte das
vezes uma preocupação
geral, dada a
variedade com
que se apresentam
e sua reação
aos tratamentos.
Comentaremos
alguns casos
em que temos
notado uma resposta
significativa,
senão total sobre
a sua cura. São
aqueles pacientes
que já foram
tratados de várias
maneiras, métodos,
tópicos ou sistêmicos,
que de certa
forma reagem
bem ao tratamento
indicado, recidivando
algum tempo depois.
Novamente são
repetidos os
procedimentos,
os resultados
obtidos são positivos,
mas há um retorno
dos sintomas,
posteriormente.
Afastadas as
causas mais comuns,
quer pelo tratamento
indicado, quer
através de alguns
exames, temos
o hábito de submeter
estes animais
sistematicamente
a um teste específico,
sanguíneo, para
alergia, onde
são realizadas
pesquisas com
alergênios de
ingestão, inalação
e contato. Passaremos
então a descrever
alguns casos
em que o sucesso
do procedimento
foi relevante
para a conduta
clínica.
NOVOS
CAMINHOS
Tivemos também
alguns casos,
como uma pastora
alemã, com feridas
pelo corpo todo,
mau cheiro em
decorrência de
necrose tecidual,
perdas de tufos
de pêlos, pele
enegrecida e
fistulada que
comumente chamamos
de "lepracanina",
positiva para
várias bactérias
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quereagiram
muito bem ao
seguinte tratamento:
- Raspagem
geral do corpo.
- Aplicação
tópica de kilol
associado ao
shampoo de chlorhexidine.
- Rilexine durante
um período de
3 meses.
Outros proprietários
que não quiseram
investir em
exames, analisando
todo o passado
destes animais,
optamos por
mudar os hábitos
alimentares,
bem como os
locais de uso
frequente, lançando
mão de novos
produtos
p
Alopecia, crostas
e descamação
na região lateral
de cão com pênfigo
foliáceo.
industrializados
(rações) disponíveis,
com diferentes
e novas fontes
de proteínas,
ácidos graxos,
etc, conquistando
resultados favoráveis.
Apresentando
estes procedimentos,
não estamos
afirmando que
todas as dermatoses
aqui se enquadram
e possam ser
resolvidas,
mas podemos
sugerir ou chamar
a atenção para
um outro caminho
a ser considerado
como pesquisa
e tratamento.
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CASO
1
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Um
exemplar da raça
Fox Paulistinha,
fêmea, com 9
anos de idade,
apresentando
várias lesões
disformes pelo
corpo, com soluções
de continuidade,
prurido, pele
constantemente
avermelhada.
O referido animal
já havia sido
submetido a vários
tratamentos durante
alguns anos,
sem sucesso aparente.
Submetido ao
teste alérgico,
apresentou uma
resposta fortemente
positiva para
nicotina.
Como hábito de
vida, todas as
noites o cão
participava de
reunião familiar
na sala de televisão.
Todos eram fumantes,
ficando o ambiente
saturado, tornando
nosso paciente
um fumante inveterado.
Retirado o animal
da sala, que
não foi submetido
a nenhum tratamento
terapêutico,
teve uma recuperação
total em 40 dias,
não havendo mais
recidiva do quadro.

Nevo sebáceo
no flanco de
um cão (a área
foi tosquiada).
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CASO
2
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Dermatite
por toxidendro,
na superfície
dorsal do pescoço.
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Um
exemplar da raça
Basset, macho,
com anos 8 de
idade, apresentando
um prurido generalizado
que o incomodava
e aos familiares,
pele ligeira-mente
avermelhada,
que, ao toque,
apre-sentava
quase sempre,
uma sensação
de "quente".
Tratado com banhos
medicinais, corticoesteroides,
cremes, etc.,
apresentava sempre
melhora. Quando
se descuidava
da sua manutenção,
eis que o problema
retornava.
Submetido ao
teste alérgico,
apresentou um
resultado fortemente
positivo de reação
à proteína de
carne bovina.
Como tratamento,
substituiu-se
a alimentação,
cuja fonte
protéica passou
a ser fornecida
por rações
à base de peru
e cordeiro,
sendo seu problema
resolvido,
definitiva-mente,
cerca de 2
meses após
o início do
tratamento. |
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CASO
3
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Um
exemplar sem
raça definida,
fêmea, com 6
anos de idade,
apresentando
um quadro de
pequenas pápulas
pruriginosas,
intenso prurido
com abdomem extrema-mente
avermelhado e
com sensação
de "quente" ao
tato, estando
sendo tratada
classicamente
há anos, sem
apresentar resultado
satisfatório.
A proprietária
deste animal
gabava-se da
situação de limpeza
em que sua residência
e os animais
eram mantidos.
Semanalmente
eram banhados,
bem como toda
a sua roupa de
uso diário. Coletado
o sangue e analisado,
apresentou resultado
extremamente
positivo para
essências bem
como para derivados
do pinho. Na
presteza de manter
tudo muito limpo,
era usado "Pinho
Sol" semanalmente
na água de lavagem
das roupas do
cão, bem como
da sua cama.
Mudado este hábito,
não o de limpeza,
mas do produto
usado, mantendo
um manejo correto,
os sintomas foram
desaparecendo
gradualmente,
sem uso de medicamento
algum.

Erupção medicamentosa
(cloranfenicol)
em cão. Petéquias
e equimoses na
axila. |
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CASO
4
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Um
exemplar da
raça poodle,
fêmea, com
7 anos de
idade, passou
a apresentar,
depois de
um determinado
perío-do,
um processo
alér-gico,
com prurido
que incomodava
a todos, pe-quenas
lesões localiza-das,
mordiscando
constantemente
as patas.
Este animal
já havia sido
submetido
a uma série
de tratamentos,
dos mais variados,
sem no entanto
apresentar
resultado
algum.
Para não continuar
o mesmo esquema,
coletamos
material para
exame.

Eritema e
alopecia no
períneo, parte
ventral da
cauda e coxasde
cão com hipersen-sibilidade
a alimento
Este animal
pertencia
a uma família
de origem
árabe, recebia
como alimento
quase que
diário, quibe.
Ao recebermos
o resul-tado
de alergia,
mos-trou-se
positivo o
trigo.
O hábito de
ingerir constantemente
este tipo
de alimento
croni-ficou
sua sensibilidade.
Ao retirar-se
da ingesta
o produto,
tudo voltou
ao normal.
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