Skip Navigation Links
ANUNCIANTES
Clique no logo abaixo e conheça nossos anunciantes
Agener União - Saúde AnimalBio Brasil
BiovetBrazilian Pet Foods
CPTDevigate
Duprat-vetFEIPET
HillsHospital veterinário Caes e Gatos
IBVETmed-sinal
MerialMundo Animal
NutripharmeOuro Fino
pet memorialPet Society
Petbr - O mais completo guia do mercado Pet Brasileiro Pfizer
premier petQualittas
Syntecvencofarma
Vetnil
CANAIS NOSSO CLÍNICO
Acompanhe a revista Nosso Clínico nas Redes Sociais
Como coletar e enviar exame histopatológico e imuno-histoquímico - Edição nº 82
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
84 autorfoto Ristow.jpg











DR. LUIZ EDUARDO RISTOW
tecsa@tecsa.com.br
MV, Mestre em Medicina Veterinária
UFMG CRMV-SP 5540 V
CRMV-MG 3708
Finalidade

   
Como coletar e enviar exame histopatológico e imuno-histoquímico

Fornecer o diagnóstico definitivo de um processo patológico em que a avaliação anatomo-patológica de rotina ou exame clínico não consegue definir o caso. Além disso, fornecer o valor prognóstico (desfavorável, reservado e favorável) de determinadas neoplasias e inferir/determinar a etiologia do processo.

Preparo do Paciente
    No caso de biópsia incisional ou excisional, seguir protocolo de sedação e anestesia local ou geral, segundo critérios clínico veterinários com os devidos cuidados pré-cirúrgicos necessários (avaliação de risco cirúrgico, jejum, antissepsia local, etc). A seleção e triagem do paciente devem seguir rigoroso controle. A escolha do anestésico sempre dependerá da melhor opção do anestesista de acordo com o quadro clínico do paciente e ou resultados de exames pré-operatórios.

Material: como coletar e como enviar
    Fragmentos de tecidos fixados em formol 10% tamponado e blocos de parafina com o tecido desejado devem ser identificados e enviados juntamente com uma ficha de requisição de exames completa, onde deverá constar informações referentes ao paciente tais como: sinais clínicos, esquema de vacinações, tratamentos, curso da doença, idade, tipo de criação e o mais importante, suspeita clínica. Amostras que serão enviadas por via aérea devem ser submetidas à fixação em formol 10% tamponado por 24 horas. Após este período, verificar se o fragmento encontra-se totalmente fixado (caso não esteja, a porção mais interna ainda permanecerá avermelhada), desprezar todo conteúdo líquido do frasco e enviá-lo devidamente identificado ao laboratório.

Método
    Inspeção exploratória por profissional capacitado (Médico-Veterinário Patologista) do corte histológico com coloração de rotina (Hematoxilina e eosina), coloração especial ou imuno-dirigida (Imuno-histoquímica). A histopatologia com coloração de rotina é o primeiro passo para a determinação microscópica do processo patológico, através das colorações de hematoxilina e eosina tem-se o melhor nível de detalhamento tanto dos núcleos, citoplasma e meio extracelular de um modo geral. Já as colorações especiais permitem a identificação morfológica de alguns microrganismos ou substâncias específicas aumentando a confiabilidade do diagnóstico histológico. Essa identificação depende das características químicas, enzimáticas ou da capacidade de ligação da substância de interesse ao corante. Já a imuno-histoquímica é uma técnica que aplica anticorpos específcos antiantígenos (em geral, proteínas) presentes em cortes histológicos, em associação com métodos de detecção altamente sensíveis para revelação da ligação antígeno (em geral, marcador tumoral) e anticorpo. Dessa maneira, o patologista identifica a expressão de marcadores teciduais, simultaneamente à avaliação morfológica. A aplicação da técnica de colorações especiais e imuno-histoquímica, em associação com a experiência do patologista tem grande valor no auxílio da definição diagnóstica.

Causas de Rejeição
    Amostras não acondicionadas em formol a 10%, amostras congeladas, amostras sem formol a 10% não fixadas, blocos de parafina com baixa preservação (fragmentados, comprimidos, etc) e blocos de parafina com fragmento tecidual insuficiente. Um dos maiores problemas com relação aos diagnósticos refere-se à qualidade e a quantidade de material que é enviado ao laboratório, aliado a informação incompleta, que retardam e propiciam diagnósticos equivocados, em virtude do técnico do laboratório não vivenciar as reais condições do problema clínico. Estudos revelam que a principal razão para o não alcance do diagnóstico definitivo refere-se ao envio de material limitado ou insuficiente para realização do exame (56%).

Conservação/Armazenamento para envio
    Fragmentos de biópsia ou de necropsia devem ser conservados em solução de formol 10% tamponado. O formol é disponível comercialmente na concentração de 40%. Para obter o produto na concentração adequada (10%), deve-se diluir uma parte de formol (40%) em nove partes de solução fisiológica de NaCl 0,9%. O volume de formol 10% a ser utilizado deve corresponder a 10 vezes o volume da amostra. Os blocos de parafina devem ser armazenados em sacos plásticos ou caixas de papel, em temperatura ambiente, devidamente protegidos da umidade, luz direta, calor e insetos.

Diagnóstico Laboratorial
    Além da avaliação histopatológica e imuno-histoquímica em veterinária, o  Laboratório oferece aos Médicos-Veterinários uma grande variedade de exames para auxiliar no diagnóstico de diversas outras patologias, seguindo todos padrões ISO de qualidade nas principais áreas.
foto 82.jpg
tabela 82.jpg